Ah! Ah! Ah!
Andei tanto tempo afastado, ainda se lembram de mim?
E da salamandra, lembram-se?
Pois tenho notícias novas sobre "ela", a salamandra. Sobre a salamandra e sobre o resto.
Vou começar pelo resto.
As obras da aldeia estão paradas, desde o princípio de Janeiro, por causa do mau tempo. Os retoques da pintura, onde as paredes foram partidas (lareira e roços para tubos) nunca mais secavam e decidimos aguardar por melhores dias. Entretanto temos dormido no sofá (relembro que só lá vamos alguns fins-de-semana) e esta paragem tem tido o seu quê de benéfica. Tem permitido começar a ver "as merdas" mal escondidas.
Então comecemos a enumerar:
1 - Deixou de nascer água no quarto, mas passou a nascer na nova casa de banho, feita no que restava do antigo pátio.
2 – O chão do quarto ficou tão desnivelado agora - assente por um "profissional" - como estava antes da obra, assente por um taxista (antigo proprietário).
3 – No "vitral" aberto na parede que dá para o terreno da vizinha (feito com parede dupla de tijolo de vidro, cuja finalidade é dar claridade à casa), tive de sobrepor um terceiro vidro "martelado", a fim de esconder as imperfeições e o cimento pegado ao vidro, no interior da referida parede dupla.

4 – O tubo da salamandra (enfiado no buraco da antiga chaminé), tem frestas que deixam cair a fuligem para dentro de casa.
5 – A frente da base da salamandra (em tijolo refractário), que era suposto ser uma recta, ficou com um desnível de quase dois centímetros, entre as pontas e o centro.
6 - Este fim-de-semana começaram a cair bocados da massa que segura o tubo da salamandra.
7 – Este fim-de-semana, depois de duvidar do tempo de secagem da tinta no local de onde foi feita a puxada de água quente, da casa de banho velha para a nova (um mês e meio), descobri que a mesma (tinta) saía com a mão e o cimento saiu com uma chave de fendas, porque o cano – que agora deixei à vista – tem uma união mal apertada e pingava dentro da parede.
Na próxima terça-feira o "prega-arame" responsável pela merda, vai fazer 70 quilómetros para apertar a porca e vedar a fuga de água, ficando o resto das pinturas para quando fizer tempo seco.
Entretanto o "prega-arame" propõe, como solução para o problema do tubo da salamandra, uma "engenhoca" em aço inox, a fazer por outro "prega-arame" igual a ele. Proposta que contestei com o argumento de que o fornecedor da salamandra o avisara (pelos vistos em vão) que os tubos das salamandras se fixam com cimento refractário e não com merdas de massas de silicone refractário, próprias, apenas, para vedar uniões entre tubo e salamandra e nunca entre tubo e paredes. E que para "atamancar" o serviço, não preciso da intervenção de um "profissional". Eu também sei fazer "merdas" tão mal acabadas como as dele.
Agora vou fazer-vos uma visita, porque merecem mais a minha atenção do que um merdas de empreiteiro que me anda a foder o juízo vai para dois meses.
Eu bem digo que não gosto de gente conhecida a trabalhar para mim.
Pagamos, ficamos em favor e com o trabalho aldrabado.
Como diria a
Olhos Dourados: - Que o pariu!