quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Flores para a minha sepultura ;D

Bom, minhas cara amigas, não se preocupem as que de entre vós (pareço um padre a falar eheheh) não se sentem com dotes para jardinagem, porque isso deve ser um mal das "gajas" (é assim como conduzir mal, estão a ver acena? eheheheheh). Cá em casa, se não for eu, só há arranjos de flores secas e vasos com terra e plantas secas. E, já agora, que eu não sou de tomar méritos que me não cabem, o facto de ter plantas nesta época, tem a ver com mais uma das minhas ideias tenebrosas.
Como devem saber (e se não sabem, eu explico, que é para isso que me pagam lol), estas plantas chamam-se ou são da família dos crisântemos. Ora como sabem, os crisântemos são as flores que mais se vendem no dia 1 de Novembro, para pôr na campa dos mortos. Se se vendem em Novembro, é porque florescem em Novembro e como eu já tinha flores de Primavera e sou um "moço" muito precavido, pensei: Se um dia destes eu "bater a bota", só em flores a Dona Galinha vai gastar uma fortuna. Se eu tiver flores todo o ano ela poupa uma "pipa de massa" com o funeral e ainda fica com flores para me enfeitar a sepultura o resto do ano eheheh.
Se não tiver flores ainda vai à hortelã e faz uma canja comigo eheheh.

Agora falando a sério: estas plantas têm uma história engraçada. Para falar verdade até têm várias histórias engraçadas.
Em Setembro do ano passado fui dar uma volta saloia ali prás bandas de Torres/Santa Cruz (que é uma zona onde vou com alguma frequência, especialmente no Inverno, devido à casa que tenho numa aldeia de um concelho do Ribatejo Oeste) e queria aproveitar para comprar umas floreiras para a dita casa. Como a senhora da loja queria ir de férias, acabou por me fazer um preço especial a meia dúzia de vasos pequenos, cada um com um crisântemo ou uma sardinheira e chegado à casita da aldeia, toca de mudar tudo para as floreiras que até ficaram bonitas. A chatice foi que no próximo fim-de-semana que lá fui, as caracoletas tinham descoberto os crisântemos e as sardinheiras e fizeram um banquete. Não comeram mais nada a não ser sardinheiras e crisântemos, deixando-os reduzidos a uns pauzitos e uns rebentos que, mal tiveram tempo de espreita e foram logo papados.
Assim, como entretanto mudei para uma casa com um terraço, esta Primavera peguei nas floreiras com os pauzitos mal amanhados e trouxe-os para Lisboa (arredores, vá), onde já tinha dado início ao meu belo jardim suspenso de um 2º andar eheheh. Entretanto comprei mais três pequenos vasos, cada qual com a sua cor de crisântemos (que por virem de estufa estavam floridos em Abril), que mudei para outra floreira e, qual não é o meu espanto, ao fim de alguns dias os crisântemos estavam cobertos de piolho. Vai daí e comecei a "botar" Raid casa e plantas, mas em vez de morrerem os piolhos, foram os crisântemos que, mais uma vez, começaram a definhar. Com as flores todas "mirradas" (os deste ano) e as folhas encaracoladas e pegajosas, um dia peguei na tesoura e podei-as rente. Passei o Verão todo a maldizer tal espécie de flores, a prometer arrancá-las pela raiz, no próximo ano e plantar hortenses, até que aí por Setembro comecei a ver botões. Claro que os piolhos continuaram mas como tencionava arrancá-las para o ano, pensei: com estas não vou gastar mais insecticida. Que morram, com o raio que as parta.
Então não é que os piolhos não fizeram mal às plantas (o Raid é que as deve ter encaracolado) e agora, depois de tudo ter morrido com a chegada do Outono, voltei a ter o terraço florido?
Só foi pena não ter aproveitado para morrer agora, porque com tanta flor a estragar-se é uma pena e a Dona Galinha ia ficar satisfeita… por se ver livre das plantas e de mim. eheheh

Uma Primavera tardia






















Quem diria que em Novembro o meu terraço ia estar assim?
(Clica nas fotos para ficarem ENORMES)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Só pode ser anedota

Escola Básica do 1º Ciclo Quinta da Granja, em Castelo Branco, sem cantina, obriga alunos a percorrerem todos os dias 250 metros a pé, para irem almoçar.
250 METROS!
Alguns pais estariam dispostos a pagar um transporte particular (autocarro) para a deslocação dos "aleijadinhos", mas isso implicaria um custo adicional de cerca de 10€ por mês e há pais que não podem pagar.
Eu propunha algo de mais rápido e mais inovador:
- Que a linha de alta velocidade Lisboa/Madrid – TGV – passasse por Castelo Branco e tivesse uma estação na escola da Quinta da Granja e outra na sede do agrupamento, a cerca de 250 METROS.
Só pode ser anedota, car*lho!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tecnologia Portuguesa? Fuuuujam!!!

Satélites no Espaço com tecnologia portuguesa

Notícia RTP

Sinais já recebidos em Terra confirmam êxito do lançamento à 1h50m da madrugada de 2 satélites: um para estudar a hidratação dos solos e outro do projecto «Autonomia de Bordo». Ambos com tecnologia «made in Portugal».




Eu não quero parecer "ave de agoiro", mas se nos próximos tempos virem um gajo com um guarda-chuva igual a este, mesmo que não esteja a chover, sou eu.
Eheheh.

Estupidez: o lado irritante da vida.

Constatando: sem dúvida, o lado estético da vida é muito importante, mas é o lado prático que nos mantém vivos.

Traduzindo: realizar uma exposição de pintura disfarçando com quadros as inestéticas saídas de emergência, não é, seguramente, a decisão mais acertada.

Contextualizando: uma decoração bem conseguida, do ponto de vista estético, que "choca", sistematicamente, com o bom funcionamento dos utensílios, pode ser uma fonte inesgotável de conflitos pouco... estéticos (tipo: só me apetece dar um pontapé nesta m*rda).

A estupidez e a inteligência coexistem em sentidos diametralmente opostos da Rosa-dos-Ventos. Basta-nos saber "ler" a bússola e escolher o rumo certo.

Depois eu é que sou "chato"...